18.7.12

                                  

 

                   À BEIRA DO RIO CEIRA

 

                     4º LIVRO

 

       Cartas para o Céu

 

 

 

                      Poesias

 

 

 

 

 

 

 

            

 

 

             Cartas para o Céu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

        Clarisse Barata Sanches

 

 

 

 

 

    Clarisse C.paea o Céujpg

 

 

 

 

    

                       DEDICATÓRIA

 

 

          Minha mãe não sei fazer

 

          Um Poema para ti

 

          Que pudesse merecer

 

          O grande amor que perdi!

 

          A saudade é tão intensa

 

          Que sinto a tua presença

 

          Dentro do meu coração.

 

          Dormes em paz na jazida,

 

          Mas a alma, mãe querida

 

          Tem a Deus na sua mão!

 

Clarisse

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     Logo que Deus te levou

 

      Sem atalhos para o Céu,

 

      Se o meu sorriso apagou,

 

      Mais uma estrela acendeu!...

 

 

 

              Aníbal Nobre

 

 

 

link do postPor canticosdabeira, às 10:50  comentar

 

 

         OBRAS LITERÁRIAS DA AUTORA :

 

 

Cantei ao Céu e à Terra..... 1983 (poesias)

 

Gracita Flor da Saudade.     1985 (Poesia e Memória)

 

LUz no Presépio ...........      1989 (poesias - (Teatro)

 

Quadras do meu Outono ... 1989  (Poesias)

 

Hinos da Tarde ...........  1994  (Poesias)  

 

Arca de Lembranças.....1997  (Poesias- Memõrias)

 

Cartas para o Céu  ...... 1998  (Poesias)

        

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Capa, contra-capa, rosto e composição gráfica de

 

                                    Aníbal Nobre

 

 

 

 

 

 

 

 

 

        

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         Clarisse  no Jardim Z, jpg

 

 

        NOTA

 

 

 Ao escrever  este livrinho de poemas dedicado a minha saudosa

 

mãe,ocorreu-me juntar algumas lindíssimas e conceituosas quadras

 

 (todas elas distinguidas) de ilustresPoetas portugueses que também

 

 elas -honraram e homenagearam o doce de

 

 

 

 

 

 

                                                       MÃE

 

 

                    flores

 

 

 

 

 

                              Clarissse Barata Sanches

 

 

 

 

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       A  PRIMEIRA CARTA

 

 

 

 As cartas que te escrevo, minha mãe,

 

São tristes, muito tristes e saudosas.

 

Que Deus queira, mal cheguem ao além,

 

Perfumá-las quais fossem lindas rosas!

 

 

 

Desejo que no Céu te encontres bem,

 

Rodeada p'las almas mais bondosas;

 

E que esperes por mim, porque também

 

Anseio pela Paz de que já gozas.

 

 

 

Nas cartas vão abraços e carinhos;

 

E dá, por mim, lembranças e beijinhos

 

Ao Augusto e à Graça que ai estão.

 

 

 

E em cada, num Amor sem ter medida,

 

Te envio, sem Saudades desta vida,

 

Um pouco do meu triste coração.

 

 

 

Clarisse em 1998

 

 

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17.7.12

 

 

         Ser mãe tal grandeça alcança

 

       Que até Deus supremo Bem,

 

       Quis ser no mundo criança

 

       E ter uma Mãe também

 

                

              (Dimas Lopes de Almeida)

 

 

 

 

                                     

 

 

 

 

                         DOR SEM MEDIDA

 

 

                            

             Ai mãe não sei dizer-te o que senti

 

             - Que a dor era tamanha e tão atroz

 

             Naquele instante grave em que te vi

 

             Aflita, ao pé de mim, perdendo a voz!

 

 

 

             Ninguém 'stava connosco!... Apenas nós!

 

             Uma ambulância logo requeri...

 

             Mas a Vida corria para a Foz

 

             E o socorro não vinha para ti!

 

 

 

O Doutor Zé Augusto, diligente,

 

Ainda quis salvar-te de repente...

 

Mas era tarde, mãe! Não foi capaz!...

 

 

 

...Vivi a hora mais penosa  e triste

 

Quando a Célia me disse que partiste

 

E Deus te deu guarida, Amor e Paz!

 

 

Clarisse -1998

 

 

link do postPor canticosdabeira, às 23:03  comentar

 

 

               Não digo o nome da minha

 

                   Fonte de amor e de fé:

 

                   Chamo-lhe "doce velhinha"

 

                   E ninguém sabe quem é.

 

 

                     (FRancisco Henriques)

 

                          Carinho e Amor

 

 

 

               MEU, DEUS,TRISTEZA

 

 

Meu Deus, que tristeza! Que casa vazia!

 

Parece que nela não mora ninguém!

 

Levaste-me Tudo... Levaste-me alguém

 

Que tanto me dava  e Nada pedia!...

 

 

 

Na terra era ela a melhor companhia

 

De todas as horas - no Mal e no Bem!-

 

Por isso ma deste, p'ra ser minha mãe,

 

E dar-me só mimos, amor e alegria!

 

 

 

Relíquia sagrada! Perfume de rosa!

 

Seu nome era jóia - por ser Preciosa -

 

A jóia mais cara, mais rara e mais nobre!

 

 

 

Embora velhinha, era ainda gestora...

 

Que valho, meu Deus, mas que valho eu agora

 

Se estou, nesto mundo, tão só e tão pobre?!...

 

 

Clarisse - 1998

 

                                           

link do postPor canticosdabeira, às 22:30  comentar

 

 

        Em criança fui Messias,

 

       Mas não nasci em Belém.

 

        Nascia todos os dias

 

        Nos olhos de minha Mãe!

 

             (Helena Luisa Coentro)

 

 

 eu te adolo demais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

                   

                  ESTÁTUA LINDA

 

 

Pensei que não podia ver-te assim

 

Qual estátua de mármore, gelada!...

 

Mas não! A minha rosa desmaiada,

 

Estava linda, linda até ao fim!

 

 

 

Quando a morte chegou,um querubim

 

Consigo te levou e de mão dada.

 

E disse:"Tens ainda outra morada,

 

Voa nas minhas asas de cetim"...

 

 

 

Eu sei que nesse instante lhe dirias:

 

-"Toca nas minhas mãos, vê que estão frias!,

 

Como hei-de aconchegar-me a ti, diz lá...?"

 

 

 

E o Anjo certamente terá dito:

 

"O corpo veste a Alma... e é finito,

 

E as mãos que lhe serviram ficam cá!..."

 

 

 

Clarisse Fev. 1998

link do postPor canticosdabeira, às 22:20  comentar

 

 

                        Para mim o maior bem

 

                   É ter Mãe. E bom seria

 

                   Que, em vez de um Dia da Mãe.

 

                   Houvesse Mãe dia-e dia

 

                     (Manuel Abrantes)

 

 

                                        

 

 

                                        

                            CINCO   RETRATOS

 

No quarto onde dormi sempre contigo,

 

Já não esperas nunca que eu regresse:

 

Mas quando eu vou à rua vais comigo

 

E que estás inda em casa me parece!...

 

 

 

Quando abro a nossa porta - o nossso abrigo -

 

A minh 'alma dorida entenebrece.

 

Se às memórias regresso... se investigo...

 

Apenas teu retrato me aparece!

 

 

 

São cinco os que cá tenho na mesinha:

 

Da prima, do Augusto, da Gracinha;

 

E o teu, querida mãe - como estás linda!

 

 

 

E há outra que Deus tem já lá no Céu:

 

Amiga que também muito sofreu

 

E é por todos lembranda - A nossa Arminda!

 

 

Clarisse Abril 1998

link do postPor canticosdabeira, às 22:10  comentar

 

 

                               Mar ondulado és qual Mãe

 

                         Cujo beijo fortalece!

 

                         Só que a onda vai e vem...

 

                         E a Mãe beija e...permanece!

 

                                       ( Cacilda Celso )

 

 

 

                            

 

                                              

                                EMIGRANTES

 

 Chamo por ti p´la nossa casa toda

 

 E tu não me respondes, mãe querida!

 

 Será que não consigo ser ouvida

 

 E a minha inquietação não se acomoda?!...

 

 

 

 Tanta gente me diz que a Vida é roda,

 

 Por me verem assim tão deprimida;

 

 Mas eu pensava, mãe, que a Flor da Vida

 

 Estava longe ainda desta poda...

 

 

 

 É certo que era grande a falta de ar;

 

 Mas sentada na sala, um dia antes

 

 Estiveste comigo a conversar.

 

 

 

 Tu sabes, mãe, nós somos emigrantes

 

 Com prazo estipulado de aqui estar...

 

 ...E quantos também partem inda infantes!?...

 

 Clarisse                   

link do postPor canticosdabeira, às 22:03  comentar

 

 

 

                      Ter Mãe é ter tudo ou nada

 

                           Ninguém explica o porquê,

 

                           Mas é fortuna sagrada

 

                           Que só perdendo-a se vê...

 

                              (Rodrigues Canedo) 

                                                                      

                                                

                         flor para uma flor

 

 

 

                  NOVENTA E CINCO ANOS

 

 

 

  Noventa e cinco anos!... Disse alguém

 

  Que Deus te concedeu vida bastante.

 

  Quase noventa e seis!... Foi emportante

 

  Mas eu não achei muito, minha mãe!

 

 

 

  Embora há muitos anos nada bem,

 

  Mantinhas mente sã e Fé constante:

 

  Mas que expressão bonita, insinuante,

 

  - Onde cabiam, mãe, bem mais que cem!

 

 

 

 Nessa manhá de dor e de emoções,

 

 Como quem faz a Deus mil orações,

 

 De hora a hora com mágoa me dizias:

 

 

 

 -" Clarisse, arranja alguém p«ra te ajudar

 

 Ou, se não for possível, um bom Lar

 

 Pois, filha estão já findos os meus dias,"

 

 Clarisse

link do postPor canticosdabeira, às 21:10  comentar


 
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