12.9.09

 

 

MURMÚRIOS DO CEIRA

 

XXIII

 

SINFONIAS DO AMOR

 

Um dia ouvi dizer: não creio na vida eterna, mas creio em Jesus

que é um facto histórico. Quem crê em Jesus, tem de crer na

Ressurreição e na Vida e nos Milagres que Ele testemunhou.C.B.S.

 

Cesto com Coroas Imperiais

 

 

 

 

 

 

Eis como Júlio Dinis escreveu um dia numa carta ao seu amigo José Pedro da Costa Basto:

“Tenho vontade de seguir os conselhos, que me dá relativos a trabalhos literários porque hoje a única maneira de minorar os sintomas morais da minha doença, é andar com a cabeça pelos mundos da imaginação. E, se puder hei-de fazê-lo, mais para distracção, do que para glória minha e muito menos do País.”

Sobre estas considerações, também eu, os trabalhos que tenho escrito em poesia e prosa, são de facto para me darem algum prazer e distraírem-me tantas vezes da solidão e da Saudade, da doença e pensamentos menos positivos, que me comovem agora mais desde que perdi a minha saudosa mãe, em 18/01/1998.

Hoje divaguei pelas “Sinfonias do Amor” e nos prodígios admiráveis que Deus colocou no mundo através do sorriso das crianças, da beleza das flores, da imensidade do mar, dos raios do sol e da Natureza que nos encanta! Daí inspirei-me no diálogo seguinte:

A Senhora Maria da Conceição caminhava na aldeia, lado a lado, com a sua neta – Judite Raquel, de 17 anos – que lhe dizia:

-Gosto muito de vir passar as férias da Páscoa na aldeia, minha avó.

Como é saudável o ar e a paz que aqui se respira!... O regalo que se dá aos olhos, vendo os arvoredos ramalhudos de verdes e floridos! As cerejas a pintarem-se de vermelho; os pampilhos a dourarem os caminhos! As flores silvestres a enfeitarem os comoros do campo e as giestas brancas e amarelas a ornamentarem a serra e o vale! E que engraçado ver os passarinhos em alegres chilreios a comporem o ninho e a saltitarem de ramo em ramo e ouvir ainda cantar os grilos, à entrada do seu buraquinho na terra, alegres e felizes!

Acho muito interessante ver os cabritinhos aos saltos e a mamarem nas tetinhas da mãe que pára de relvar para que eles se alimentem bem. O instinto dos animais é muito perfeito!

Como é bonito o rio que passa, serpenteando a brilhar entre margens de verdura, também airosa a Capelinha branca, como que a abençoar o povoado! Aprecio imenso ouvir os camponeses a saudarem-se como irmãos, formando uma só família e a ajudarem-se uns aos outros na troca de tarefas! Nas aldeias tudo é puro, tudo é beleza e tudo é graça! Pena é, que vão tendo menos jovens e crianças.

- Estou a lembrar-me, Judite, desta linda canção da aldeia, de que não me recordo o nome do autor:

Na minha aldeia

Não há ódio, mas estimas,

Tem-se amor pela vida alheia,

Todos são primos e primas,

Sem ambições,

Cada qual seu pão granjeia

E à noite há serões

À luz da candeia!

- Ainda hoje, Judite Raquel, o senhor Prior frisou na missa Dominical que devemos dar graças a Deus pelas maravilhas da Natureza, que engloba o Sol, o ar puro que respiramos, o luar e, principalmente a plenitude do Amor, que se deve dar como um hino e fazê-lo cantar nos corações!...

Há dias, na Televisão, reparei num programa que me impressionou muito. Pelos corredores de um Hospital da Ilha da Madeira, viam-se muitos velhinhos e doentes abandonados pelos seus familiares. Quantos sacrifícios não teriam eles feito para criarem os seus filhos, sem vergonha do mundo.?! Filhos ingratos, que agora os abandonam à mercê da sua sorte… e sem nenhum amor por eles! Graças a Deus que um médico veio dizer que se estava a tratar de arranjar um Lar para esses tristes, sem ninguém!...

-A propósito do amor, minha avó, trago aqui um livro muito interessante, intitulado:

”Sinfonias do Amor” de autoria do P. Dário Pedroso. Vamos sentar-nos ali naquele banco, que quero ler-lhe um pedacinho sobre a Unidade dos crentes.

“ A oração de Jesus em Job 17, 21, foi muito clara e incisiva: “Pai, que todos sejam como Tu e Eu somos um”. A unidade do Pai e do Filho, a unidade trinitária é o modelo da nossa unidade, da nossa comunhão. Mas a oração de Cristo diz-nos outro segredo: “que todos sejam um para que o mundo acredite. “O mundo, os pagãos, os ateus, os agnósticos só acreditarão quando a unidade dos crentes testemunhar o amor de Deus, só quando a unidade dos cristãos for um íman que atrai, convence, seduz. O escândalo da desunião, o escândalo da falta de comunhão no amor, não atrai a fé. Não grita aos homens que Cristo está vivo.

Não basta rezar pela unidade, é preciso fazê-la, construí-la, edificá-la… Mas, para que isso suceda, é necessário saber “morrer” a nós próprios, ao nosso egoísmo, ao nosso comodismo, às nossas ideias e preconceitos. Só no amor que acolhe o outro e o ama como ele é, só neste amor se consegue a verdadeira unidade.”.

- Muito interessante, Judite Raquel! Essa leitura devia ser meditada por todos – mormente pela juventude, que só procura colocar, actualmente, os olhos nos livros e revistas pornográficas e nas cenas menos dignas que as Televisões apresentam e lhes desnorteiam a vida…

- Como te chegou às mãos esse livro, Judite?

- Foi oferta do senhor Prior, da minha paróquia – Já o li todo, minha avó, e fiquei a gostar das lições. A dedicatória é assim: Reflexões que julgo muito salutares para qualquer pessoa. (oferta modesta) do P. Carlos Cardoso. Março 2000.

- Parabéns, minha neta, por gostares deste livro “Sinfonias do Amor” – que será também do agrado de Deus.

 

 

 

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